Em protesto pela morte, a população queimou um galpão do acusado na manhã desta segunda e fechou a Via Regional com objetos queimados
Em protesto pela morte, a população queimou um galpão do acusado na manhã desta segunda e fechou a Via Regional com objetos queimados. O suspeito está foragido. A Polícia Militar não confirmou até o momento que ele se tratava de fato de um PM aposentado. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o crime.
Galpão foi destruído por população (Foto: Juarez Soares)
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O homicídio aconteceu na rua Vinte, na Segunda Etapa do bairro. Segundo testemunhas, os dois homens tinham brigado por conta de um terreno. José Inácio dizia que a terra era dele e ficou irritado quando Jacques construiu uma garagem para sua carreta no local. Ele mandou Jacques derrubar a construção, o que não foi feito. O caso foi há alguns meses.
Neste domingo, José Inácio foi até o local com alguns amigos e ficou rondando o terreno, que fica próximo à casa de Jacques. Ele começou a instalar uma cerca no local. Jacques percebeu e foi até lá, dando início a uma briga entre os dois. Os dois chegaram a começar uma troca de agressões física. José Inácio chegou a ameaçar Jacques e saiu.
Mais tarde, quando Jacques estava saindo para encontrar com a namorada e um cunhado, o suspeito chegou atirando. Os dois filhos do carreteiro, adolescentes, chegaram a pedir para que José Inácio não atirasse no pai, mas mesmo assim ele foi adiante e matou Jacques dentro do caminhão. O corpo do caminhoneiro ainda está no Instituto Médico Legal (IML).
O protesto hoje aconteceu por volta de meio dia. Os bombeiros só conseguiram limpar a via por volta das 14h. O galpão incendiado pelos moradores estava alugado para um empresário que o usava como depósito de carvão.
