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Quando todo esse recolhimento passar e pudermos sair à vontade para abraçar apertado, dar muitos beijos, lotar salas de cinema e estádios, espremendo-nos onde bem desejarmos sem que isso ameace a vida do próximo, dizem que o mundo já não será mais o mesmo. E, pelo menos em um aspecto, faço votos de que ele realmente não volte a ser o que era. Se a covid-19 — doença causada pelo coronavírus que está acuando o mundo inteiro em casa — tiver legados positivos, um deles seria criar o hábito de lavar as mãos.
Puxo pela memória uma pesquisa de 2015 realizada pelo Ibope Inteligência com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) que, na ocasião, ouviu mais de 62 mil pessoas de 64 países. E a pergunta era simples: quem ali lavava as mãos com sabonete depois de usar o banheiro? Acreditando todos falaram a verdade, sem jogar a sujeira (e que sujeira!) por debaixo do tapete, um em cada quatro brasileiros dava a descarga e saía dissimuladamente como quem não enxergasse a pia. Ou passava aquela água sem-vergonha, só para fazer soar o barulho da torneira.
Fonte - UOL
