STF nega recurso e Kátia Vargas vai a júri popular por morte de irmãos em Ondina

Mãe dos jovens relata angústia da espera; advogados aguardam marcação da data do júri pela juíza do caso

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta segunda-feira (16), um pedido da defesa da médica oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira, 48 anos, acusada de provocar o acidente que resultou na morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, então com 21 e 23 anos, no dia 11 de outubro de 2013. O pedido era o último apelo para não ir a júri popular. Ela já havia recorrido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também negou.
De acordo com o advogado da família das vítimas, Daniel Keller, o recurso ao STF não modificaria a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), tomada por unanimidade em abril de 2014. "Esse recurso não é previsto em lei. Só fizeram para ganhar tempo. Não tem mais recurso para evitar o júri. Estamos esperando a juíza do caso marcar o julgamento", disse Daniel, ao CORREIO, na tarde desta terça-feira. Ele sequer havia sido intimado pelo STF após o pedido.
No dia 30 de março, o ministro Lázaro Guimarães, desembargador convocado do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, negou o pedido feito ao STJ pelo advogado Fabiano Cavalcante Pimentel, da defesa de Kátia Vargas. O pedido envolvia a desclassificação do delito para homicídio culposo - quando não há intenção de matar - e a retirada da qualificadora de motivo fútil, determinante para a decisão pelo júri popular. A médica é acusada de homicídio qualificado.
"Incabível o afastamento das qualificadoras, eis que não se revelam as mesmas manifestamente improcedentes", diz a decisão do ministro Lázaro Guimarães. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico no dia 4 de abril deste ano, quase dois anos após o TJ-BA aprovar a ida da médica a júri popular.
Mais de um mês depois, no dia 6 de maio, o STF recebeu os autos do processo. O recurso, desta vez, havia sido protocolado por outro advogado, José Luis Mendes de Oliveira Lima, de São Paulo, que também faz parte da defesa da médica. O processo foi distribuído no último dia 9 para a ministra Carmen Lúcia, do STF, que negou seguimento do recurso especial nesta segunda-feira.
O CORREIO procurou o advogado José Luis Mendes de Oliveira Lima, para falar sobre o recurso protocolado no STF, mas ele não retornou aos pedidos de contato feitos pela reportagem.









Fonte Correio da Bahia
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