A vítima tinha começado a trabalhar no local, uma loja de celulares, há cinco dias. Ele reagiu ao assalto e foi baleado
Um rapaz de 20 anos foi morto a tiros durante um assalto no local onde ele trabalhava na tarde desta quarta-feira (2), em Cajazeiras X. O crime aconteceu por volta das 14h30 na avenida Engenheiro Raimundo Carlos Nery.
A vítima, identificada pela Polícia Militar como Cristian Zacarias dos Santos, era funcionário da loja Robson Celular e trabalhava no local como estagiário há cinco dias. Os suspeitos, dois homens armados, chegaram em uma motocicleta. Um deles permaneceu no veículo enquanto o comparsa invadiu a loja e anunciou o assalto, rendendo os dois funcionários que estavam no local. Ao perceber que o bandido tinha se distraído durante a ação, Cristian reagiu.
Imagem de vídeo mostra momento em que suposto assaltante saca arma de meia, guardada na cintura(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
|
"Ele [o assaltante] guardou a arma na cintura, e quanto o jovem viu, avançou nele. Os dois entraram em luta corporal, e o funcionário chegou a tomar a arma do bandido, mas foi baleado logo antes, na altura do peito", disse o major Jackson Macedo, comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Cajazeiras), em entrevista ao CORREIO.
Os bandidos conseguiram fugir, e toda a ação foi registrada por câmeras de segurança. Baleado, Cristian não resistiu aos ferimentos e morreu na porta da loja. A família do rapaz ficou muito abalada ao receber a notícia, e está em estado de choque, informou o major da PM.
Imagem de vídeo mostra suspeitos chegando em loja de celulares no bairro de Cajazeiras X(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
|
A polícia suspeita que ele conseguiu atirar em um dos assaltantes ao tomar a arma do bandido. "Foram dois disparos, e a gente suspeita que Cristian fez um deles logo após ter sido ferido", relatou o comandante Macedo. Os suspeitos ainda não foram identificados pela polícia.
O corpo de Cristian será encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Salvador, onde deve passar por uma perícia antes de ser liberado para o sepultamento. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Fonte Correio da Bahia
