"Bahia Dá Sorte" é acusado pela PF de desviar dinheiro de instituição de caridade


"Bahia Dá Sorte" é acusado pela PF de desviar dinheiro de instituição de caridade
Foto: Divulgação
Uma reportagem exibida no último domingo (23), no programa Fantástico, da TV Globo, mostra uma investigação sobre supostos desvios envolvendo propagandas de títulos de capitalização. Por lei, parte da arrecadação deve ser destinada a instituições de caridade, mas, segundo a matéria, a Polícia Federal descobriu que milhões de reais estão sendo desviados, e não chegam a quem mais precisa.

Os investigadores da PF descobriram que quem está tirando dinheiro das instituições de caridade é um grupo de empresários. Esses títulos de capitalização eram vendidos em nove estados e davam direito a participar de sorteios.  Esses títulos só podem vendidos se a metade do dinheiro arrecadado com a venda for para uma instituição de caridade.

Responsável por distribuir o dinheiro do título de capitalização para pelo menos outras 26 entidades, em nove estados, o Instituto Ativa Brasil  fazia parte da fraude. Até mandava um pouco, para não chamar a atenção. Mas de acordo com as investigações, a maior parte do dinheiro era desviada. De acordo com a PF, em um ano, cerca de 200 milhões de bilhetes do sorteio foram vendidos em nove estados. R$ 500 milhões, a metade da arrecadação, deveriam ser repassados para as entidades assistenciais.

A PF identificou todos os envolvidos na fraude: o presidente da Ativa e quatro empresários: os irmãos Hermes, Cláudio, Júlio e Gustavo Paschoal.  A família Paschoal construiu um império em Pernambuco, formado por empresas, apartamentos em áreas nobres, e carros de luxo.  Na Bahia, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce ganhava R$ 5 mil por mês da Ativa. Segundo a PF, deveria receber R$ 125 mil mensais.

Em nota, o instituto Ativa Brasil disse que "não há irregularidades em relação ao repasse financeiro às entidades filantrópicas" e que "toda a movimentação está registrada nos livros contábeis, que se encontram à disposição das autoridades".
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