A quem interessa a queda do Bahia? Veja quem pode se beneficiar com o rebaixamento

Até figuras políticas expulsas no clube estariam “por cima” com rebaixamento
Se o torcedor vai ficar triste caso as previsões se cumpram e o Bahia de fato seja rebaixado à Série B, vai haver gente que pode se beneficiar com a queda de divisão do Tricolor, primeiro Campeão Brasileiro, em 1959.
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Sem que os prováveis beneficiados tenham qualquer relação ou influência ao mau momento do Bahia no Brasileirão 2014, o Varela Notícias listou quem pode se dar bem em ver o Bahia disputando em 2015 a segunda divisão do futebol brasileiro. Veja:
TELEVISÃO: Talvez um dos maiores beneficiados com o Esporte Clube Bahia disputando a Série B seja a TV detentora dos direitos de transmissão do torneio nacional, que poderia comercializar os jogos do Bahia, aos sábados e aproveitar a forte audiência que o esquadrão levaria à série B. Assim fez com as partidas do Vitória, na última passagem do rubro-negro pela segunda divisão.
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Narrador titular da TV Bahia estaria á frente das transmissões da segundona.
Foto: divulgação
Com Bahia e Vitória na Série A, a emissora local trabalha em conjunto com a Rede Globo e praticamente não faz transmissão das partidas da dupla BaVi, diferentemente do que acontece quando um dos times se encontram na Série B. Ela obedeceria um rodízio de praças, em que cada uma tem, em um determinado momento, “janela” para transmissão.
Todo mundo sabe que valores cobrados por comercialização de cotas de TV em partidas de futebol não são baratos. Com isso, a emissora baiana poderá vender um plano comercial de futebol para seus anunciantes, garantindo uma boa verba para a TV, além de diversificar a pauta jornalística e ampliar sua programação local, bem como sua audiência.
EMPRESÁRIOS DE FUTEBOL: Em função do nível técnico da Série B ser infinitamente inferior ao da Série A, é mais fácil um jogador que disputa a segunda divisão conseguir se destacar e agradar a equipes maiores, enchendo o bolso de empresários e até os cofres dos próprios clubes.
Divulgação / E. Bahia
Queda beneficiaria jogadores como Marcos Aurélio.
Foto: Divulgação / E. Bahia
Um dos exemplos seria o meia Marcos Aurélio, que fez uma excelente temporada pelo Sport, quando o time pernambucano disputava a Série B, em 2013, e no Bahia não consegue jogar sequer metade do que conseguiu no rival nordestino.
ARENA FONTE NOVA: Se alguém acha que a torcida deixa de ir ao estádio porque seu time está em divisões inferiores à Série A, basta fazer uma relação da média de público que o Bahia conseguia quando estava na segunda e terceira divisões e quantos torcedores o clube consegue levar à “campo” na elite do futebol.
Foto: Reprodução
Fonte Nova ganharia mais público na série B.
Foto: Reprodução
Em 2010, na Série B, o Bahia conseguiu 18.654 torcedores por jogo, mesmo jogando em Pituaçu, enquanto que neste ano, na Série A, o Tricolor tem até o momento 13.297 pagantes por partida. Isso prova que torcedorgosta de ir ao estádio quando o time está ganhando, independente da série, mas, claro, se for na série A melhor.
Com mais torcedores nos estádios, ganha o Bahia, que fica com parte do dinheiro dos ingressos vendidos, e ganha a Arena Fonte Nova, que, além de conquistar notoriedade nacional, também retém parte da venda dos ingressos.
MARCELINHO GUIMARÃES FILHO: Criticado por boa parte da torcida por conta de sua gestão, que, segundo apontam alguns, não foi “transparente” com os torcedores, o ex-presidente do Bahia limpa em partes sua imagem com o Bahia rebaixado à Série B.
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Olha quem poderia voltar ao clube, com o rebaixamento do tricolor à Série B.
Foto: divulgação
Ele assumiu quando o time estava na Série B e deixou o Bahia na Série A, por três anos consecutivos. Atualmente, é possível perceber em alguns torcedores o desejo de tê-lo novamente no comando do clube, com o provável rebaixamento da equipe, que tem 91% de chance.
Vale lembrar que o um dos ex-gestores de MGF na época, o controverso Paulo Carneiro, declarou nas redes sociais que a família Guimarães tem grande interesse em voltar ao poder.
O BAHIA PERDE?
Em termos de cotas televisivas, nada, pelo menos no primeiro ano de rebaixado. O contrato assinado entre a TV Globo e os clubes de maior torcida do Brasil, prevê que os times rebaixados continuam a receber 100% do valor estipulado no primeiro ano na Série B.
O problema é só se a “zica” perdurar por mais de uma temporada. Caso o time não consiga o acesso imediato, o valor cai para 75%. Se o time ficar pelo terceiro ano consecutivo na Série B, passa a receber somente 50%.
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No que diz respeito à premiação por desempenho na competição, naturalmente em caso de descenso, o tricolor não fatura nada este ano, mas no próximo, caso seja campeão, é possível que seja embolsado o valor de R$ 1,2 milhão. A premiação por colocação em 2014 será a mesma de 2013. Mas o valor é bem menor que o recebido pelas equipes da elite. Veja os valores “série A”:
Campeão R$ 9 milhões;
Vice: R$ 6 milhões;
3º: R$ 4 milhões;
4º: R$ 3 milhões;
5º R$ 1,4 milhão;
6º: R$ 1,1 milhão;
7º: R$ 1 milhão;
8º: R$ 900 mil;
9º: R$ 800 mil;
10º: R$ 700 mil;
11º: R$ 600 mil;
12º: R$ 500 mil;
13º: R$ 400 mil;
14º: R$ 300 mil;
15º: R$ 200 mil;
16º: R$ 100 mil.
Os valores pagos aos quatro clubes que conseguiram o acesso à série A não estão disponíveis no site da CBF.
TORCEDOR É O ÚNICO QUE SÓ PERDE: Para que os possíveis lucros citados anteriormente sejam concretizados, naturalmente alguém será responsável pelo pagamento da fatura, peso que cai unicamente nas costas do apaixonado torcedor tricolor, claro.
Além de ver seu time disputar um campeonato sem nenhuma expressão, visibilidade e possibilidade de disputa de torneios internacionais, os adeptos serão obrigados a acompanhar um festival de horrores em campo, graças à baixa qualidade técnica das equipes da Série B.
Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação
Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação
Sem falar que os preços dos ingressos no estádio não serão tão baratos quanto se imagina, mas a expectativa será sempre de casa cheia, fato que certamente ocorrerá caso o Bahia faça uma boa campanha na competição. O suficiente para uma velha brincadeira entre os torcedores, de que é “melhor ser feliz na B que sofrer na A”. Há quem discorde, principalmente os otimistas.
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