Motoristas comemoram redução no preço de combustíveis em Salvador

Apesar da comemoração, consumidor já prevê a retomada dos preços altos após "guerra concorrencial"
 
Motoristas de Salvador têm comemorado, desde a última semana de junho, a redução nos preços da gasolina nos postos de combustíveis na cidade. De acordo com a síntese dos preços, divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor médio cobrado durante o mês e junho nos 300 postos pesquisados em Salvador foi de R$ 3,012. Na época, o preço mínimo registrado foi de R$ 2,699.
No grupo "Trânsito Salvador", do Facebook, os motoristas comemoram a redução dos preços. "Abasteço há anos no posto da final da Bonocô, sentido Vale de Nazaré. Passei hoje e está R$ 2,69", escreveu a motorista Cecília Machado. O mesmo preço ainda é verificado em três postos localizados em pontos movimentados da cidade, a exemplo do Costa Azul e das avenidas Paralela e Tancredo Neves.

"Essa redução é fruto de uma guerra concorrencial entre os donos de postos e as distribuidoras", explicou José Augusto Costa, presidente do Sindicombustíveis. "É uma espécie de efeito dominó. O preço da gasolina continua o mesmo no repasse que é feito das distribuidoras para os postos. O que altera é o preço final, para o consumidor, que agradece a redução", continuou.
Houve queda tanto na gasolina aditivada quanto na comum. O álcool também baixou de preço. Em abril, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia anunciado uma possível redução dos preços dos combustíveis entre os meses de maio e junho, por conta da entrada de uma nova safra de cana de açúcar no mercado, o que reduziria tanto o preço do etanol, quanto da gasolina.   

Apesar da comemoração, o consumidor já prevê a retomada dos preços altos. "Deve vir um aumento monstro por aí, mas os preços estão bons durante toda a semana", escreveu outra internauta. E a preocupação, procede. "Com a redução rápida, automaticamente o mercado sofre uma convulsão. Sem dúvidas, o preço da Bahia é o mais baixo do Brasil hoje, mas pode subir a qualquer momento", explicou o presidente do Sindicombustíveis.

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