Entre as recomendações feitas pelo governo, o turista deve levar pequenas quantias de dinheiro e evitar bairros "não turísticos" de Salvador
Como em todo país, os governos fazem recomendações aos seus cidadãos sobre uma nação que querem visitar. O governo da Bélgica não fez diferente. No site do Ministério de Relações Exteriores são dadas algumas dicas para o turista que quer ir ao Brasil para a Copa do Mundo. No entanto, isto inclui avisos relacionados à violência, sugerindo que o belga leve uma pequena quantia em dinheiro no bolso, em caso de assaltos.
Na seção de "formas de pagamento", além de indicar cartões de crédito que podem ser usados, o Ministério adverte: "não ande com somas grandes de dinheiro, mas esteja pronto para dar uma quantia mínima (apenas algumas dezenas de reais) em casos de agressão e esteja muito vigilante na hora de utilizar o cartão de crédito".
As recomendações, postadas em novembro, sinalizam que o texto é válido até então e, além de avisar sobre a insegurança em cidades como Rio de Janeiro, desaconselha que o turista visite favelas, "mesmo em visitas guiadas por uma agência profissional".
O Ministério faz menção às últimas manifestações que ocorreram em várias partes do Brasil, mas afirma que elas agora são menos frequentes e mais concentradas em São Paulo e Rio de Janeiro, devendo o turista evitar as áreas em que elas estão ocorrendo.
NordestePara o Ministério de Relações Exteriores da Bélgica, as cidades balneárias do Nordeste como Fortaleza, Natal, São Luis e, ainda, praias de Salvador e Recife são relativamente menos inseguras que o Rio de Janeiro. No entanto, um aviso segue logo abaixo: "as ruas de bairros não turísticos da cidade de Salvador da Bahia devem ser evitadas".
Apesar de indicar que as praias de Salvador são menos inseguras que as do Rio de Janeiro, site sugere que bairros não turísticos sejam evitados na capital baiana. Foto: Divulgação
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Mesma ideiaEm março do ano passado, foi encontrado nos sites da Polícia Civil e da SSP dicas de "Como agir durante um assalto", feitas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-Ba). Entre elas, sugeria-se que o cidadão deveria carregar "um pouco de dinheiro para satisfazer o ladrão".
De acordo com a assessoria da SSP, as informações foram postadas há mais de cinco anos e, depois da repercussão que geraram, afirmou que passará por uma nova revisão e atualização do texto.
